Monday, December 29, 2008

Desopilando o fígado para o final de ano

É chegada a hora de rever o ano que passou e se nimar com o ano que chega. Final de ano, para mim, sempre foi uma coisa sem muito significado, mas, com a chegada da Alice próxima ao final do ano, a Ano Novo ganhou todo um significado novo, pois é o novo ano dela!
No entanto, eu sempre fui contra resoluções de Ano Novo, simplesmente porque nunca consegui cumprir com nenhuma delas e acabava me frustrando muito... e, sinceramente, as únicas coisas que eu consegui pensar para esse ano foram:
1. Conseguir tempo para fazer depilação com a freqüência necessária para abandonar meu look Mulher Conga;
2. Conseguir tempo de fazer as unhas e deixar de lado o look lavadeira;
3. Conseguir tempo para cortar o cabelo;
4. Conseguir tempo para malhar e perder o pneu que se instalou na minha cintura;
5. DORMIR!
E, sinceramente, não acho que isso é resolução de Ano Novo que se preze... portanto, não vou fazê-la!
MAS, acho que é importante desopilar o fígado das coisas que andam me engasgando, para começar o ano sem elas na cabeça... e, não há lugar melhor para fazer isso do que no meu blog!
Então, lá vou eu!

* Antes de mais nada, preciso falar da irritação que eu ando com a falta de civilidade no trânsito. É incrível como quando andamos com um bebê num carrinho, percebemos coisas que antes passavam batido. 
1. Bicicletas que acham que podem transitar nas calçadas, como se ali fosse o lugar delas, e não dos pedestres, chegando ao ridículo de uma, com uma mulher que a dirigia, reclamar comigo porque o carrinho da minha filha estava atrapalhando a passagem dela. E, pior ainda, fazer cara feia quando eu simplesmente fiz que não ouvi e não tirei o carrinho do caminho (até porque a calçada era estreita e, para tirar o carrinho do camiho, eu precisaria colocá-lo na pista de rolamento!). 
2. O mesmo vale para motociclistas que acham que, por estarem sobre 2 rodas, e não 4, podem circular livremente pelas calçadas para não ter que dar a volta no quarteirão quando a rua que querem passar é contra-mão no trânsito. Outro dia um sujeito numa dessas possantes máquinas de 2 rodas quase me atropelou quando eu saia do banco com a Alice... depois da cena, sequer olhou para trás para pedir desculpas... mas fez questão de gritar, em bom tom, algo sobre mães idiotas e irresponsáveis que saiam das portas de bancos sem olhar para os lados.
3. Motoristas que se acham superiores aos sinais vermelhos e passam por eles como flechas. Outros que ficam acelerando o carro parado no sinal para "apressar" o pedestre que atravessa a rua. Outros, ainda, que param exatamente sobre a faixa de pedestre para se adiantar na hora que o sinal abre.
4. E o que dizer dos cretinos que estacionam na esquina, com uma roda sobre a calçada, ou, ainda, atravessados sobre calçadas estreitas, impossibilitando a passagem do carrinho...
5. Ciclistas que, na ciclovia, na beira da praia, se recusam a parar quando o sinal está vermelho, deixando pedestres aguardando sua passagem para poder finalizar a travessia até o calçadão. Lembrando que, isso, para uma pessoa com um carrinho de bebê, implica em ficar esperando com o carrinho na pista de rolamento.

* Nas lojas e supermercados:
1. Pessoas que acham que mães com bebês não deveria estar ali e ficam irritadas, não dando passagem ao carrinho com o bebê nos corredores... outro dia uma dessas espremeu o carrinho da Alice contra uma gôndola de tal forma que, por questão de segundos, não prendeu o dedo da Alice entre o carrinho e a prateleira.
2. Pessoas que vão com seus filhos mais velhos, de 3/4/5 anos de idade e acham que têm o direito de usar os carrinhos de compras com bebê conforto. Hoje cheguei no supermercado e tive que colocar a Alice num daqueles banquinhos de carrinho que rebatem, onde preciso ficar segurando ela firme o tempo todo, porque todos os carrinhos estavam tomados com crianças grandes, que já andam e sequer precisariam estar sentados no carrinho (diga-se de passagem que todos sairam do supermercado andando de mãos dadas com seus pais, sem carrinhos de bebê!
3. Pessoas que acham que, porque minha filha está sentada num carrinho, eu não tenho direito à fila preferencial. Outro dia, quando fui pagar as compras, uma senhora de uns 65 anos de idade, toda enxuta e saltitante, veio me dar lição de moral porque pessoas como ela têm MAIS preferência do que eu. Entendam que eu dou a vez para senhorinhas idosas com muito prazer, mas senhoras de 65 anos de idade, de roupa de academia, toda malhada, tem o mesmo direito de preferência que eu, senão menos! É uma questão de quem precisa sair dali mais rápido. Aliás, o simples fato de que é necessária uma lei que diga que pessoas com bebês e idosos têm preferência já me irrita... isso deveria ser bom senso, educação básica. Dá-se passagem a quem precisa! Em tempo, acho que existe uma enorme diferença entre o idoso e o velho... o idoso é a pessoa de idade que precisa de atenção especial. O velho é a pessoa que, só porque tem mais de 65 anos de idade, acha que é mais importante do que o próximo. Dou toda a ajuda necessária e dispenso todo o meu respeito aos idosos, desprezo velhos!

* No meu prédio, a minha síndica!
1. Ela baixou uma norma que proíbe que vagas de garagem sejam alugadas a pessoas alheias ao prédio. Dedicou 2 vagas a prestadores de serviço e 2 a visitantes, com direito a estacionar por um período máximo de 30 minutos. NO ENTANTO, ela "cede" a vaga dela para o faz tudo que ela chama para fazer pequenos serviços no edifício (os quais, por sinal, ele faz igual ao meu nariz!), sendo que cede a vaga, inclusive, em horários noturnos e em finais de semana, horários, nos quais é proibido ter prestadores de serviço de obras e construção trabalhando no edifício. Quando a questionei, ela disse que era mentira minha. Dez minutos mais tarde, encontrei o tal faz tudo saindo do carrinho dele com mulher e filha, rumando para a praia!
2. Decidiu colocar uma chave na porta de vai da garagem para o elevador da frente. Já dificultou a vida de todo mundo que tem carrinho de bebê e cadeira de rodas (meu prédio tem muitos idosos) porque, tendo em vista que na entrada social tem uma escada, a única forma de chegar ao elevador da frente sobre rodas é pela garagem! Tudo bem, porque os porteiros aqui são gentilíssimos e sempre se prontificam a abrir a porta para quem precisa. MAS, quando ela descobriu isso, proibiu os porteiros de abrirem essa porta que, agora, só podem ser abertas com, e uso a frase dela (que foi impressa e colada em cada porta), "CHAVE PRÓPRIA". Ou seja, que se danem as pessoas que andam sobre rodas!
3. Tem uma voz que me enjoa, uma cara que me irrita, atitudes que me enervam!

Por hora acho que é isso... se eu lembrar mais, venho contar para vocês!

3 comments:

Erika said...

Engraçado, não sei se por eu ter entrado nos "enta", ou por educação que tenho mesmo, essas coisas tem me irritado MUITO mais hoje em dia. Não que não me deixassem chocada antes; mas é que agora educo 3 pessoas e, por isso, fica mais difícil pra mim ter que engolir a falta de educação geral. É uma pena, mas estamos na geração dos que apertam a tecla "esadof", dos que se acham os tais por infringir as leis, do desrespeito geral.
Realmente é complicado( por N razões que já sabemos e por outras mais recentes, como o nosso presidente sempre dizer, após outro escândalo de sua administração, que não sabia de nada,... )ser educado. Estamos demodê,somos os "errados" e não os certos. Pode uma coisa dessa? É de chorar!
Mari, já pensei MUITAS vezes em deixar esta cidade e até o Brasil. Mas será que troco seis por meia dúzia? Não sei se isso é geral. Ainda não vi esses fatos tão claros em lugares em que vou como vejo aqui. Mas com a globalização, acabaremos por ver, não é?
O mais difícil pra mim é mostrar valores aos meus filhos, deixar pra eles os melhores exemplos e que fique claro que o CERTO é o que fazemos e não o que geral faz.
Complicado.
Bjocas

Maíra said...

Eita Mari, anda difícil a vida no Rio, heim? Que em 2009 as coisas melhorem!

Lais Guadanhim said...

Ai, amiga, tão fácil de entender essa sua irritação! Aqui em SP temos algumas coisas meio diferentes, mas, seguramente, não menos irritantes!
Ainda tenho esperança que pessoas como nós, que se irritam, se indignam com essas coisas dêem conta de criar uma nova geração com mtos menos motivos assim pra estressar!
Ó, um 2009 nada irritante procê, baby!
Bjs mil!