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Sunday, November 12, 2006

Exercício de Redação #3: Amor




AMOR


Escrever sobre o amor é sempre uma faca de dois gumes... a linha entre o genuinamente belo e o piégas é tênue, e, na verdade, muito subjetiva. Nesse tipo de texto, o contexto é tudo. Tente imaginar um lindo poema de amor de Carlos Drummond de Andrade transformado em música do, porque não, Latino! Já uma música brega (e percebam que isso é questão de gosto e gosto não se discute) pode, se lida por alguém como Vinícius de Moraes, se transformar nume belíssima declaração de amor.

O fato é que qualquer texto que envolve emoção é arriscado e acabamos resistindo muito a escrevê-los porque sempre temos medo ou vergonha de passarmos por cafona. Escrever sobre nossas emoções mais profundas nos expõe de uma forma única. Expor nossas emoções nos despe de uma armadura que usamos para enfrentar o cotidiano.

O exercício dessa semana envolve escrever sobre o amor. Não só o amor que vivemos agora, mas aquele que vivemos no passado e o que esperamos viver no futuro.

Não se prenda ao amor homem-mulher, o amor é bem maior do que isso, vale falar do amor entre mãe e filho, o amor de amigos, de parentes, e até o amor próprio.

Algumas perguntas chave podem te ajudar a escrever esse texto:

Quando foi a primeira vez que você entendeu o amor? Quantos anos você tinha? Porque quem foi esse amor? Como esse amor foi correspondido? Qual foi o destino desse amor?
Pense nas relações de amor que você teve ao longo da sua vida. Quem foram os grandes amores da sua vida? O que despertou cada um desses amores? Como eram diferentes esses amores e como eram similares?
Se você já teve alguma relação de amor que acabou – o que levou essa relação a acabar? Como isso fez você se sentir? O que você aprendeu com o final dessa relação?
Toda relação de amor, seja ela bem sucedida ou não, nos ensina muito sobre a vida. O que você já aprendeu com o amor?
Como você definiria o amor? (Como existem várias de amor, tente definir cada tipo de amor que você conhece ou sente)
Qual é a sua idéia de amor perfeito?

Monday, October 30, 2006

Exercício de Redação #2: Família

Antes de mais nada, essa coisa fofa na foto é a minha sobrinha com seu primeiro par de tênis!









Bem, hoje aproveitei o dia com a família, levei minhas queridíssimas primas para passear no mirante do Leblon com as minhas filhotas e, de quebra, assistimos ao por do sol do Rio de Janeiro que é um presente da natureza!

Mas, vamos ao que interessa! O segundo exercício de redação!

Aproveitando o desafio da Elsie #13, que sugere um mini-álbum no estilo “dicionário de família”, proponho que continuemos o exercício sobre família para criar nosso journaling dessa semana:

“Família não se escolhe”. A família é a nossa primeira referência de convívio social e dela extraímos muito da nossa personalidade. A família é o nosso berço. Cada cultura interpreta a família de uma maneira diferente e, curiosamente, cada família cria uma cultura diferente. A família é a base inicial para a formação de nossas crenças e valores, conceitos sociais e comportamentos em grupo.

O mais curioso é que a cada família que se forma, duas famílias diretas se unem, e mais 4 indiretas, e mais 8 acima dessas, e assim por diante. Portanto a família não é apenas uma estrutura estática, ela é dinâmica e acaba sempre se adaptando e se alterando para combinar as estruturas de muitas família juntas para formar uma única cultura de família que, um dia, se unirá a outra.

Nesse exercício a idéia é olhar para a nossa família, dos nossos antepassados aos nossos filhos e netos, passando por nossos irmãos e suas famílias. Também para a família paralela, tios, primos, sobrinhos, cunhados, etc. Tente mostrar o que você sente em relação à família e famílias nas quais você se insere.

Para ajudar neste exercício, algumas perguntas que servirão para atiçar a sua memória e seus sentimentos:

1) Faça uma árvore geneológica de sua família e tente incluir o maior número de pessoas que você conseguir. Essa árvore não precisa ter um formato rígido, pode ser uma lista.
2) Com essa “árvore” em mãos, tente relacionar a família com linhas, num estilo de “liga-pontinho” usando cores diferentes para o tipo de relacionamento afetivo que você tem com cada pessoa incluída ali. (Ex – linha vermelha para primos que não se dão, linha verde para tios que você considera grandes amigos, linha amarela para aqueles que você admira, etc.; você também pode fazer isso com quadradinhos de papel com os nomes dos diferentes parentes, colocando o seu ao centro e os outros ao redor, e cículos concêntricos, de acordo com a afinidade ou grau de identificação)
3) Procure fotos de sua família e escreva, para cada pessoa nas fotos, aquilo que você lembra dela, como você se identifica (ou não se identifica) com ela, anedotas que você conhece sobre ela, palavras ou frases que ela sempre usava ou usa, etc.
4) Faça uma lista das características descritivas concretas da sua família (rica x pobre, Carioca x paulista, católica x espírita, Européia x Asiática, etc)
5) Faça uma lista dos adjetivos que descrevem a sua família em termos menos concretos (alegre x triste, silenciosa x barulhente, etc)
6) Converse com os seus avós, pais, primos, tios e peça que cada um conte uma história que descreva o espírito da família.
7) Pense na sua família direta (marido e filhos, ou, pais e irmãos, como preferir) e nas manias e hábitos que existem nela. Tente explicar de onde vieram estas manias e hábitos.
8) Busque as figuras da família que você mais/menos admira e explique o motivo dessa admiração, ou falta de admiração.
9) Descreva momentos em que a família foi fundamental para você e momentos em que você desejou pertencer a outra família (afinal, todos nós já desejamos não ser da família que somos!)
10) Descreva os momentos em que a família tradicionalmente se reunia ou reune.
11) Busque descobrir (se você ainda não souber) de onde veio a sua família e como veio parar aqui.
12) Procure informações sobre como seus pais, avós e bisavós (e até mais longe se conseguir) se conheceram e como foi o casamento de cada um deles.
13) Tente lembrar se existem “segredos” na família (aqueles que todo mundo acredita que ninguém mais sabe, mas que, no final, todo mundo sabe!)
14) (Para as casadas) Quando você decidiu casar, a estrutura familiar do seu marido foi importante na sua escolha? (Para as solteiras) Quando você pensa em se casar, a estrutura familiar dos seus pretendentes (Meu Deus, pretendente tinha a minha avó!rs) é importante para um relacionamento?

Divirtam-se!

Monday, October 23, 2006

What's in a name!


Esse foi o resultado do meu exercício de redação dessa semana. O assunto era nomes. Decidi fazê-lo como um LO e escrever sem nenhum tipo de rascunho ou censura, para ficar o mais espontâneo possível... No final gostei do resultado e acho que deixa bem claro qual é a minha relação com o meu nome... do início ao fim.

O texto, espalhado pela página, diz:

"Mariana Perri
Antes de mim vieram as Marias: Maria Tereza, Maria Luiza, Maria Cecília, Maria Vitória.
Eu fui a primeira da geração de Anas: Ana Cecília, Ana Clara, Ana Luiza.
Nada mais normal do que eu ser a Maria+Ana ou Mariana.
Minha função? Ligar as Marias às Anas!
Ps - Acho que minha filha terá que se chamar Gertrudes!
Em 1972 Mariana não era um nome comum. Era um nome de velhas de poesia de Cecília Meirelles, e era o meu nome. Era um nome pesado, sem apelidos. Era um nome novo e diferente. Até hoje não gosto de modas e ninca sigo padrões. Hoje sou Mariana, que se sente única.
Sou Perri em quase tudo. Na tenacidade, na teimosia, na força interior.
Miragaia eu sou só no nome, e nada mais.
Martinho da Rocha sou de nascença, mas nem em nome.
Bastos não levo em nome, mas levo em espírito de união de família, levo em alegria. Sou Bastos em tudo. Não só por herança genética, mas também por opção. Sou Bastos com orgulho de pertencer a uma família que nunca deixa os seus sozinhos, que sempre cuida e acolhe os que são por nome ou por adoção. Sou Bastos em tudo.
Mariana Bastos Martinho da Rocha Miragaia Perri."

A história é a seguinte:
Minha avó é Maria Tereza, minha mãe e minhas tias, as outras Marias.
Minhas primas e minha sobrinha são as Anas.
Eu sou a mais velha das netas... vim exatamente entre as Marias e as Anas.
Meu nome, na certidão é Mariana Miragaia Perri.
Perri por parte do avô paterno. A história da família Perri é uma história de esforço e luta, que admiro muito.
Miragaia por parte de avó paterna. Honestamente, de Miragaia só lembro da minha avó. Não me identifico com nada de Miragaia.
Martinho da Rocha por parte de avô materno. Me lembro do meu bisavô como um homem um pouco frio, diferente de mim, ainda que carinhoso. Lembro do meu avô, que eu gostava mas que nunca associei aos Martinhos da Rocha. Por isso, não me sinto parte deles.
Bastos é o nome da família da minha avó materna, que eu amo e admiro MUITO porque são uma família que, aconteça o que acontecer, está sempre junta e dando todo apoio aos que dela fazem parte.

Sunday, October 22, 2006

Exercício de Redação #1: Nomes


Antes do trabalho, a diversão!

Essa página eu fiz para minhas lindas primas para tentar lembrar a elas que a melhor parte delas serem gêmeas é a nossa certeza de que nunca ficarão sozinhas, sempre terão uma à outra! Cada uma é uma, mas juntas são ainda melhor!


E agora vamos ao que importa para valer!

Hoje é o primeiro dia do ciclo de exercícios de redação que vou fazer no Scrapdiary. E aqui está o primeiro exercício.


Exercício de Redação #1: Nomes

Mesmo quem não foi mãe ainda sabe como pode ser difícil escolher um nome para uma filho. Para isso, existem milhares de livros, revistas e websites, e, mesmo assim, muitas pessoas não conseguem decidir o nome do seu bebê até olhar para eles, na sala de parto. Por outro lado, existem pessoas que já sabem que nome querem dar aos seus filhos desde que são crianças.

Essa dificuldade é compreensível quando pensamos que um nome não é só uma série de letras colocadas juntas. O nome de uma pessoa acaba por definir muito sobre a personalidade daquele que o leva. Não é à toa que tantas celebridades trocam seus nomes quando atingem a fama.

Um nome, frequentemente, põe nossa existência em perspectiva. Algumas vezes ele explica nossa herança social ou cultural, outras vezes ele espelha a época em que nascemos.

O nome escolhido pelos pais para um filho reflete muito do que eles esperam para aquela criança. Mas, muitas vezes, a intenção dos pais não corresponde aos sentimentos dos filhos.

Proponho a vocês fazer uma análise da sua relação com o seu nome. Detalhe o que sente quando pensa no nome que recebeu. Algumas perguntas podem te ajudar nesse processo:

1) Que critério seus pais utilizaram para escolher o seu nome?
2) Qual é o significado do seu nome? Esse significado é importante para você?
3) Como você se sentia em relação ao seu nome quando era criança?
4) Você tinha apelidos? Quais eram e porque vocês os recebeu?
5) Sua relação com o seu nome mudou ao longo de sua vida? Porque?
6) Se você é casada: como você se sentiu ao trocar o seu sobrenome, ou ao acrescentar o sobrenome de outra pessoa ao seu?
7) Se você é divorciada: você voltou a usar o seu sobrenome de solteira?
8) Você já usou ou usa codinomes ou apelidos? Quais são e porque você os escolheu?
9) Você acredita que seu nome pode ter moldado uma parte da sua personalidade?
10) Você conhece outras pessoas que tenham o mesmo nome que você? Como é conhecer uma xará?

Existem vários websites e livros sobre o significado dos nomes, vale a pena pesquisá-los para saber a origem e a etimologia do seu nome.


Uma boa “sessão nostalgia” com nossos pais pode nos dar algumas dicas sobre nossos sentimento. Converse com os seus pais e familiares mais próximos. Pergunte a eles como o seu nome foi escolhido, se alguém da família queria um nome diferente, se você ou algum irmão ou primo usava um nome diferente para você. Mesmo que você não descubra nada de novo, você certamente se lembrará de vários momentos do seu passado que te ajudarão a escrever seu texto.


O importante é lembrar que vale tudo, não há regras. Aliás, a única regra é escrever!

Boa diversão!